M2154

12th October 2023

Navio larga o ferro em emergência e fundeia temporariamente

Relatório Inicial

Durante uma aproximação diurna a um canal com boias, um petroleiro parou suas máquinas e manteve o seguimento para permitir mais tempo para que os navios que estavam no cais pudessem sair com segurança.

¬†Ao passar pela entrada do canal do porto, o motor principal foi solicitado a operar em ‚Äúmuito devagar adiante‚ÄĚ, mas n√£o conseguiu dar partida. V√°rios minutos se passaram sem informa√ß√£o expl√≠cita da pra√ßa de m√°quinas sobre a natureza do problema, que eventualmente parecia ser um problema el√©trico no sistema de controle (fus√≠veis).

 Os maquinistas, após pedido do comandante e do prático, não conseguiram estabelecer imediatamente o controle local do motor principal, por isso decidiu-se largar o ferro de boreste e fundear o navio temporariamente próximo à área de águas abrigadas.

 Um rebocador foi solicitado no local para auxiliar na realocação da embarcação para uma área de fundeio designada.

 Os maquinistas, após algum tempo,  conseguiram reestabelecer o controle local do motor principal. Aproximadamente 2 horas depois, o rebocador chegou ao local e avançou rapidamente antes de começar a suspender o ferro. A embarcação foi rebocada para o ancoradouro designado utilizando o controle local do motor principal conforme necessário. A embarcação permaneceu fundeada por três dias enquanto os reparos foram conduzidos e acompanhados pela sociedade classificadora.

¬†A preocupa√ß√£o do colaborador era o tempo excessivo para avaliar o problema mec√Ęnico, necessitando da necessidade imediata de fundear em emerg√™ncia e de maior familiaridade com os procedimentos de emerg√™ncia.

Coment√°rio CHIRP

O relato destaca que as compet√™ncias de avalia√ß√£o precisas e a familiaridade com os equipamentos de emerg√™ncia mar√≠tima s√£o cruciais para garantir a seguran√ßa e a efic√°cia das opera√ß√Ķes mar√≠timas. √Č destacada a import√Ęncia da experi√™ncia na identifica√ß√£o das causas dos problemas de m√°quinas, enfatizando a necessidade da equipe de m√°quinas se envolver no pensamento coletivo para permitir uma colabora√ß√£o eficaz com a equipe de passadi√ßo para antecipar e planejar as a√ß√Ķes necess√°rias.

No entanto, o apoio da infra-estrutura e a disponibilidade de assistência podem variar dependendo da localização da embarcação, acrescentando complexidade extra às emergências.

Em termos de treinamento de maquinistas para resolver coletivamente problemas de m√°quinas, recomenda-se a abordagem da Estrat√©gia de Curto Prazo, especialmente quando n√£o existem regras ou procedimentos predefinidos dispon√≠veis. A realiza√ß√£o de reuni√Ķes no Centro de Controle de M√°quinas para discutir o problema, avaliar riscos e avaliar o tempo dispon√≠vel pode melhorar significativamente o trabalho em equipe, estabelecer um modelo mental compartilhado e melhorar a comunica√ß√£o entre as equipes do m√°quinas e de passadi√ßo. Esta abordagem colaborativa ajuda a garantir uma resposta coordenada aos desafios.

O relato também sugere que os maquinistas devem ser bem versados na operação de controles alternativos de emergência específicos de seus navios e praticar seu uso regularmente para manter a familiaridade com os sistemas. Exigir que cada maquinista opere o controle local pelo menos uma vez durante seu embarque  (normalmente a cada três meses) pode ajudar a manter suas habilidades afiadas e garantir que eles possam gerenciar com eficiência equipamentos críticos.

O relato tamb√©m reconhece o profissionalismo demonstrado pelo comandante e pelo pr√°tico no incidente espec√≠fico mencionado. As suas a√ß√Ķes estavam de acordo com a gravidade do problema do motor, refletindo a sua experi√™ncia e capacidade de lidar adequadamente com situa√ß√Ķes desafiadoras.

Principais quest√Ķes relacionadas a este relat√≥rio

Alerta – Manter o passadi√ßo informado sobre o problema na pra√ßa de m√°quinas √© vital. A troca de informa√ß√Ķes deve ser concisa e transmitida de forma clara. Se voc√™ ainda est√° tentando descobrir o problema, informe regularmente. A equipe do passadi√ßo pode agir com base nessas informa√ß√Ķes e fazer planos de conting√™ncia. A equipe do passadi√ßo deve compreender que a resolu√ß√£o de problemas pode ser um desafio e levar isto em considera√ß√£o durante o planejamento de conting√™ncia.

¬†Trabalho em equipe ‚Äď Crie um modelo mental compartilhado do problema e incentive o desafio. Este √© um conjunto de compet√™ncias que todos os l√≠deres operacionais devem ser treinados para aplicar durante opera√ß√Ķes de resposta a emerg√™ncias.

¬†Capacidade – Fa√ßa a pergunta em seu pr√≥ximo navio – todos n√≥s sabemos como operar os controles alternativos de emerg√™ncia do motor? Quando foi a √ļltima vez que voc√™ os operou? Os gerentes e o DPA devem solicitar para ver o controle local em opera√ß√£o quando as circunst√Ęncias permitirem.

  • Lack of knowledge
  • teamwork
  • Lack of Assertiveness

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