M2069P

6th December 2022

Um veleiro encalhado na entrada de uma marina

Relatório Inicial

O capit√£o e cinco tripulantes de um veleiro de 17m com um calado de 2,5m estavam em passagem por uma grande √°rea mar√≠tima.¬† Eles se aproximaram de um porto com profundidades mapeadas que n√£o deveria ter apresentado dificuldades √† navega√ß√£o segura. No entanto, uma nota afirmava que a entrada da marina era propensa a assoreamento e que as embarca√ß√Ķes deveriam proceder com cautela, mantendo um olhar atento sobre o ecobat√≠metro.

As velas haviam sido arriadas a cerca de uma milha da entrada da marina e o motor ligado.¬† A tripula√ß√£o usava cartas n√°uticas e instru√ß√Ķes de praticagem no local atualizados.¬† Os documentos alertavam sobre √°guas rasas que se estendiam at√© 50m do molhe da marina e aconselhavam buscar um amplo ber√ßo de atraca√ß√£o.

√Ä medida que se aproximavam da entrada no canal, o mar ficou mais agitado, j√° que a profundidade diminu√≠a. Atentos √†s instru√ß√Ķes de entrada do porto, eles se mantiveram longe do molhe e esperavam ver as boias sinalizadoras do canal (tr√™s de boreste e quatro de bombordo) para gui√°-los.

Eles come√ßaram sua guinada a boreste, tendo visto um √ļnico conjunto de boias sinalizadoras de bombordo e boreste dentro da entrada do canal e passaram entre elas.¬† A profundidade foi monitorada, mas reduziu rapidamente, caindo abaixo de 1m sob a quilha.

Na crença de que esta era uma das áreas rasas observadas no gráfico, eles continuaram, mas encalharam pouco depois. O motor foi colocado com toda força a ré, mas o swell estava levando-os ainda mais em direção à praia.  Eles foram capazes de trazer a proa do barco para o mar usando o bow thruster e largaram o ferro n’água.

Felizmente, a embarca√ß√£o voltou a flutuar, e eles foram capazes de entrar na marina, fazendo uma navega√ß√£o muito mais pr√≥xima do molhe do que o aconselhado pelas instru√ß√Ķes de praticagem local, mas que eles haviam observado na hora anterior sendo usado com sucesso por embarca√ß√Ķes de tamanho semelhante.

Quando o barco foi retirado da √°gua e inspecionado, nada mais do que danos superficiais foram encontrados na quilha.

O colaborador esclareceu que erros foram cometidos ao n√£o se referir √†s notas na carta n√°utica e agir com base em suas informa√ß√Ķes sobre o assoreamento nos arredores. O colaborador havia se concentrado demais nas instru√ß√Ķes de praticagem local, que tinham quatro anos, sobre as √°reas de assoreamento que se estendiam do molhe do porto.

Quando a profundidade começou a diminuir, em vez de parar e dar máquinas a ré, o veleiro continuou com a aproximação, resultando no encalhe.

O colaborador tamb√©m informou ao CHIRP que o motor do veleiro n√£o estava funcionando com efici√™ncia total devido a um turbocompressor, na √©poca n√£o diagnosticado, quebrado.¬† Embora pudesse impulsionar o iate entre 6 e 7 n√≥s em condi√ß√Ķes calmas, n√£o havia pot√™ncia suficiente quando necess√°rio em uma emerg√™ncia.

Coment√°rio CHIRP

Este relat√≥rio destaca os perigos do uso de fontes mais antigas de dados de navega√ß√£o. A discrep√Ęncia entre a profundidade real e esperada deveria ter sido uma “bandeira vermelha” para a tripula√ß√£o de que eles n√£o estavam necessariamente onde pensavam que estavam. Embora eles tenham guinado a uma dist√Ęncia que pensavam ser segura, eles haviam guinado cedo demais porque n√£o viram o n√ļmero esperado de boias de sinaliza√ß√£o. H√° evid√™ncias que se confirmam pelo relat√≥rio, de que eles sentiram que estavam no lugar certo porque acharam que a redu√ß√£o de profundidade r√°pida j√° era a √°rea assoreada. A a√ß√£o correta seria guinar e confirmar sua posi√ß√£o.

O CHIRP quer refor√ßar a exig√™ncia de que um motor de propuls√£o em um veleiro deve ser considerado um item de seguran√ßa essencial, n√£o apenas para as circunst√Ęncias experimentadas no momento do encalhe, mas tamb√©m para evitar colis√Ķes, abalroamentos, situa√ß√Ķes de homem ao mar e executar paradas de emerg√™ncia para evitar colis√Ķes em casos de curta dist√Ęncia.

Principais quest√Ķes relacionadas a este relat√≥rio

Consci√™ncia situacional ‚Äď As instru√ß√Ķes de praticagem utilizadas estavam v√°rios anos desatualizadas, e √© prov√°vel que n√£o descreviam mais a batimetria local com precis√£o. O n√ļmero esperado de boias de sinaliza√ß√£o n√£o era vis√≠vel antes da altera√ß√£o do rumo em torno do molhe. Embora a segunda entrada na marina tenha sido bem-sucedida, isso foi baseado principalmente em suposi√ß√Ķes, estimando o rumo que outros navios haviam seguido.

Comunica√ß√Ķes ‚Äď Entrar em contato com as autoridades portu√°rias para perguntar sobre as √ļltimas mudan√ßas na batimetria local deveria ter sido considerado para planejar uma aproxima√ß√£o mais segura do porto. Isso √© algo que voc√™ faria se estivesse se aproximando de um porto pela primeira vez?

Pr√°ticas locais ‚Äď Embora a maioria das cartas n√°uticas e instru√ß√Ķes de praticagem sejam emitidas anualmente, muitos propriet√°rios de veleiros admitem atualizar apenas suas c√≥pias a cada poucos anos para economizar nos custos. Esta √© uma falsa economia em compara√ß√£o com os custos potenciais de um incidente. Da mesma forma, a manuten√ß√£o do motor pode ser cara, mas pode ser a diferen√ßa entre um acidente e um quase-acidente.

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